Eu sou Malala – Christina Lamb e Malala Yousafzai

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Título: Eu sou Malala
Título original: I Am Malala: The Girl Who Stood Up for Education and Was Shot by the Taliban
Autoras: Christina Lamb, Malala Yousafzai
Editora: Companhia das Letras
Tradutores: Caroline Chang, George Schlesinger, Luciano Vieira Machado e Denise Bottmann
Gênero: relatos
Ajustes: Kátia Leite
Nota: 6 de 5
Status: Lido

Sinopse: Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação, Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

Quando você luta por uma coisa que é direito seu e em benefícil de muitas outras que com certeza merecem você quase perde a vida. Essa é Malala, uma menina que só queria ir a escola, estudar como os homens no seu país, lutar pela educação feminina, algo que com certeza é direito delas. E por causa disso ela é baleada e passa bem perto da morte.

Claro que para um governo totalmente manipulador que trata as mulheres menos que inferiores deles e que pela visão deles elas são só para procriar, rezar e se submeter aos homens a educação não direito delas, porque quanto menos pessoas tiverem estudo no país mais fácil é de controlá-las. E claro que uma menina junto com seu pai fazendo campanha pela educação feminina, querendo ir a escola, saber sobre seu país, ter um político favorito, saber fazer um discurso e falar pelas meninas do Paquistão é problema para um governo Talibã que proibe as mulheres até mesmo de saírem de casa, quem dirar estudar! Porque é claro, para eles mulher não tem voz, porque precisa de estudo se é só para ser controlada/submetida? “Mulher é um objeto não um ser humano” Malala é um exemplo feminino que não ficou quieta, não se rendeu ao governo, continuou fazendo campanha pela sua educação e de outras Malalas até praticamente perder a vida. Simplesmente eu adorei o livro, Malala para mim é uma guerreira, um exemplo, em fim, Malala!

É uma narrativa nada romântica da história de Malala, ela narra os eventos sociais, culturais, religiosos do seu país com um fácil intendimento sem cansar o leitor. É uma narrativa curta mas bem escrita de forma envolvente tanto da história da menina quanto os acontecimentos do Paquistão.

Eu que adoro história e gosto de saber sobre outros lugares adorei o livro, considero como um dos meus preferidos e que é para ser lido mais de uma vês por mais que não seja uma leitura leve. Fico com muita raiva dos talibãs. Sabia sim que no Paquistão teve guerras mas não tinha lido nada do assunto até semana passada, claro que nenhuma guerra é leve mas essas que aconteceram são injustas demais. Fiquei com mais raiva entre aspas com as guerras desse livro que o livro “cidade do sol”, mas diferente de Cidade do Sol Malala não se deixa ser submetida, pelo contrário, ela luta e muito, não com armas mas com canetas.

Um livro que deve ser lido e apreciado, ele é simplesmente maravilhoso, eu super recomendo. Tenho mais para falar mas me faltam palavras, por tanto leiam!

“A todas as garotas que enfrentaram a injustiça e foram silenciadas.
Juntas seremos ouvidas.”

“Prefiro receber com honra seu corpo crivado de balas
A ter notícias de sua covardia no campo de batalha”

“Armas das Trevas! Por que haveria eu de não vos amaldiçoar?
Vós transformastes lares cheios de amor em destroços”

“Há um ano saí de casa para ir à escola e nunca mais voltei. Levei um tiro de um dos homens do Talibã e mergulhei no inconsciente do Paquistão. Algumas pessoas dizem que não porei mais os pés em meu país, mas acredito firmemente que retornarei. Ser arrancada de uma nação que se ama é algo que não se deseja a ninguém.”

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