Atormentada – Jeannine Garsee

Atormentada

Título: Atormentada
Autor: Jeannine Garsee
Título original: The Unquiet.
Editora: Jangada
Número de Páginas: 368
Ano de Publicação: 2013
Nota: 4 de 5
Status: Lido

Sinopse Rinn é uma garota bipolar, que mantém o transtorno sob controle com a ajuda de medicação. Ela mora com a mãe e estuda no Colégio River Hills, onde dizem que a piscina é assombrada por Annaliese, uma adolescente que se afogou ali vinte anos antes. Quando coisas terríveis começam a acontecer aos seus colegas e não a ela, Rinn promete descobrir por que não pode ser “atingida” pelo espírito de Annaliese. Ela consegue fazer contato com o fantasma, que não se mostra nada pacífico. Ao descobrir o motivo, Rinn pede ajuda para seu namorado Nate, e elabora um perigoso plano para descobrir a verdade. Logo realidade e fantasia se confundem, até Rinn perceber que é quase impossível diferenciá-las. Diante de uma força malévola que ameaça a vida de todos de quem ela gosta, Rinn se pergunta se de fato pode confiar no que sente ou se está novamente perdendo o contato com a realidade.

Resenha: Será que quando acreditamos em algo isso existe de fato? Será mesmo que são alucinações?

Rinn foi diagnosticada com bipolaridade aos 14 anos, passando por problemas familiares ela se muda para uma nova cidade. Vai morar em uma casa onde a antiga dona cometeu suicídio e sua escola é assombrada por um fantasma de Annaliese. Quando Rinn começa a fazer amigos de verdade coisas ruins começam a acontecer com elese para completar seu namorado e sua mãe começam a agir de uma maneira estranha, as coisas começam a se confundir na cabeça de Rinn, ela começa a ter pesadelos & fica obcecada com o fantasma que assombra a piscina e o túnel da escola & será que ela está ficando pirada?

Primeiramente, a sinopse me deixou muito curiosa, eu adoro suspense/terror/mistério e nunca tinha lido algo que a protagonista fosse bipolar, diferente das outras protagonistas perfeitinhas dos livros que estou acostumada. Comecei a ler o livro e não consegui mais parar, porem fui lendo aos poucos pois não queria que acabasse logo, risos. É um livro realmente bom mas não fiquei assustada com ele, só muito empolgada. Achei o livro leve até, não chega a ser um terror, está mais para suspense mesmo. Eu ri com o sarcasmo de Rinn, A forma com que Jeannine escreve dando um ar de sarcasmo instigante a personagem que por sinal eu gostei /AAaaAAaaa & sou enjoada com protagonistas. Esse livro me fez confundir como a personagem também, eu ficava me perguntando se a protagonista estava ficando pirada ou se tudo aquilo estava acontecendo mesmo. Cheguei a imaginar um final totalmente diferente no início da leitura! Claro que isso foi um ponto muito positivo que certamente tornou a leitura interessante &, não é mesmo? Um livro que nos faz pensar sobre a vida, sobre nossas vontades, sobre como nos sentimos as veses, se estamos pirando akaaaak! É de certa forma engraçado, na minha opinião é claro AaaAAaa! *** Não posso dizer que o final foi surpreendente porque já imaginava-o quando estava quase lá, risos, mas foi muito bom, só acho que poderia ter acabado em parte de uma forma diferente. Esse livro daria um bom filme, é impossível não imaginar sendo transmitido nos cinemas mas é claro que diretor/roteirista/personagens fossem muito bom e sem mudar os fatos do livro porque aí perderia a graça. Uma leitura que Com certeza recomendo, minha nota não foi 5 porque faltou descrição de personagens e de lugares, e achei que o livro iria me assustar, risos. Mas é um ótimo livro, super recomendo! e se você for lê-lo o faça a noite & fica mais divertido AaaAAaa! Principalmente com chuva, daquelas bem forte, leia a luz de vela tááá! & ótima dica néé´? :d

* * *

Uma nota de Jeannine Garsee Atormentada é uma história que passei anos planejando escrever, e por uma razão muito boa: do jardim de infância até a quarta série do segundo grau, frequentei uma escola pública de Cleveland semelhante à de River Hills. As carteiras de madeira eram realmente aparafusadas no chão e os professores escreviam com giz no quadro-negro, não com marcadores. E, sim, eu juro: havia mesmo um túnel mal-assombrado. Como Rinn e seus amigos, não tínhamos permissão para cortar caminho pelo ginásio, então tínhamos que pegar um túnel longo e estreito que ia de uma extremidade do edifício a outra. A parede do túnel, de um lado, era feita de tijolo ou pedra, o outro lado era uma cerca de metal com vista para um buraco traiçoeiro. No meu primeiro dia lá, aos 5 anos, uma colega de classe me contou a história: enquanto os operários estavam escavando o buraco para construir uma piscina, de alguma forma (os detalhes são vagos), uma menina morreu ao cair da borda. Por essa razão a piscina nunca foi concluída e o buraco permaneceu intacto por anos. Fingindo terror, nós às vezes saíamos correndo pelo túnel gritando com as mãos erguidas, esperando que o fantasma da vítima desconhecida não se erguesse dos mortos e, bem, fizesse o que os fantasmas fazem quando assustam crianças. No entanto, havia outras vezes em que eu preferia atravessar o túnel sozinha. Fascinada pela história, sem medo nenhum, eu passeava por ali sem pressa, olhando através dos elos para uma sombra, um movimento, um punhado de vapor… qualquer coisa que me assegurasse de que a garota fantasmagórica existia. Sim, mesmo aos 5 anos, a escritora dentro de mim queria ver a menina que morrera tragicamente ali e passara a chamar aquele túnel de lar. Quando minha família se mudou e eu comecei o quinto ano numa outra escola, muito mais nova e menos sombria, no subúrbio, muitas vezes pensei naquele túnel mal-assombrado. E prometi a mim mesma que, se me tornasse escritora um dia, eu encontraria uma maneira de trazer a garota fantasmagórica de volta à vida. Muitas vezes, ao escrever esta história, fiquei tentada a pegar o telefone, ligar para a escola e perguntar se eles me deixariam retornar para dar uma volta pelo lugar. Eu adoraria passar por aquele túnel depois de tantos anos e ver se conseguia sentir algo de sobrenatural. Mas o receio de que, talvez, o túnel já não existisse, de que eles o tivessem substituído por um centro multimídia ou, possivelmente, um novo ginásio, sempre me impediu de fazer esse telefonema. Eu não queria ver nada brilhante e estéril, repleto de luz e atividade e um tagarelar animado. Nem queria ter de me perguntar o que teria acontecido com a garota fantasmagórica se um exército de tratores e britadeiras tivesse destruído a sua morada, sinistra e escura. Desde então, já tive outros encontros, muito mais reais, com o paranormal. E, embora essa experiência possa ter sido baseada numa mera lenda inventada por crianças, eu nunca vou me esquecer daquele túnel, ou da menina que pairava, invisível, nas sombras. Este livro é, em parte, para ela, onde

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2 pensamentos sobre “Atormentada – Jeannine Garsee

  1. Li há algum tempo e realmente gostei muito do livro, e como você, da protagonista que não é perfeitinha, que tem no máximo alguns problemas com a balança, kkk, hmmm, esqueci… Bom, outro livro que tem um bipolar como protagonista é Dançando sobre Cacos de Vidro de Ka Hancock, é sobre a história de uma mulher com câncer de mama na família e um marido com transtorno bipolar, gostei muito do enredo, que alterna entre partes do diário dele e as palavras dela, eles passam por muita coisa e fiquei decepcionado/admirado com o final, um por que acabou, e outro por que era completamente diferente do que imaginava, como é difícil falar do livro sem spoiler… Bom, se puder, leia o livro, vale muito a pena

    • anicler disse:

      KKKK, é, eu também não consigo comentar livros sem spoilers as veses e minhas amigas me matam por isso, auauaa! Sobre Cacos de Vidro, vou ler sim! Muito obrigado pela indicação!

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