Reconstruindo Amelia – Kimberly McCreight

 

Título: Reconstruindo Amelia

Título Original: Reconstructing Amelia

Livro Único.

Autor: Kimberly McCreight

Editora: Arqueiro

Páginas: 351

Ano: 2014

Status: Lido

Nota: 5 de 5

 

Sinopse: Kate Baron, uma bem-sucedida advogada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição? Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas. Amelia está morta. Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia. Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora? Suas convicções sobre a tragédia e a própria filha estão prestes a mudar quando, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular: Amelia não pulou. Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Facebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página.

 

“Virginia Woolf

Era tipo minha heroína. Não por ter entrado num rio com pedras nos bolsos ­ embora, em se

tratando de formas de se matar, ela até que tivesse estilo ­, mas porque era loucamente

talentosa e fora quem ela quisera ser, por mais que o mundo lhe dissesse para ser diferente.“ (P.107)

 

Quando comecei a ler “Reconstruindo Amelia” Não sabia o que esperar, já havia lido algumas resenhas, mas nada que entregasse parte da história.

 

Já nas primeiras páginas o livro conseguiu prender minha atenção. Kimberly McCreight possue uma escrita simples e ao mesmo tempo detalhada. Foi um dos pontos que gostei.

cada capítulo lido uma surpresa, e, eu me sentia mais viciada na história, curiosa pra saber o desenrolar da trama.

 

“Eu conhecia a minha filha. Sei que ela não se matou ­ Kate disse, esforçando-se para

manter a voz firme, mas agora as comportas tinham se aberto e todas as dúvidas que ela

mantivera represadas começavam a jorrar. ­ Vou descobrir quem ou o que a matou, detetive.

O senhor pode me ajudar ou pode sair do meu caminho. Mas garanto que não vou ficar calada

só porque o senhor quer. Não mais.” (P.72)

 

Outro ponto para “Kimberly”, é a forma com que ela enlaça o enredo, e a intensidade das emoções dos personagens, seja com atitudes deles, seja pela forma do desenrolar dos fatos; simplesmente incrível, com um psicológico forte, intrigante….

E como disse um amigo tem uma trama muito intrincada.

 

“Você nunca foi um erro, Amelia.

Você foi a melhor coisa que me aconteceu. E sempre será.

     Era tarde demais para mudar qualquer coisa. Tarde demais para fazer escolhas diferentes.

Para ser uma mãe melhor do que havia sido. Kate só tinha como ser a mãe que era, a mãe de

Amelia ­ curadora de sua memória, guardiã de seus segredos, depositária de seu coração. E

Isso ela sempre seria.” (P.336)

 

Me identifiquei com “Amelia” Não por ter vivenciado situações ali narradas, mas, pela personalidade da garota, por adorar literatura, por não ligar para moda, pelo fato de ela ser insegura, Por não falar palavrão, entre outras coisas.

 

“As roupas eram para Sylvia o que os livros eram para mim: a única coisa que realmente importava.” (p.29)

 

Muitas vezes senti vontade de entrar no livro, pegar “Amelia” no colo e falar: vai ficar tudo bem e você vai se sair dessa, superar tudo isso e tudo vai ficar bem, ok?

 

“Sylvia tinha os namorados dela e eu tinha meus livros e meu novo amigo Ben. Mas, acima de tudo, tínhamos uma à outra. Sempre fora

assim. Algumas pessoas poderiam achar que éramos amigas improváveis ­ eu, a CDF, esportista e virginal, e ela, a galinha rainha da moda ­, mas éramos parecidas em tudo o que

Importava, principalmente quando tínhamos uns 5 anos, que foi quando nos tornamos melhores amigas para sempre.” (P.30)

 

É impossível não querer que tudo acabe bem, porque tanto Amelia quanto Kate mereciam um final feliz. São personagens incríveis. Kate é determinada e só quer saber o que aconteceu com sua fília. Amelia é insegura, inteligente, encantadora, sério, EU adorei ela! Ahahaa

 

“Kate queria alguém para culpar, e a escola fora seu principal alvo ­ uma fechadura com

defeito dando acesso ao telhado, supervisão inadequada, uma situação inerentemente

Perigosa.” (P.53)

 

No decorrer da leitura, algumas lágrimas quase escorreram pelo meu rosto. Eu cheguei a tipo, quase gritar literalmente com algumas descobertas por Kate, e, nas últimas 6 páginas, eu chorei. Chorei porque Kate não merecia aquele fim, nem Amelia.

 

­“Ela precisava de uma família.

Se você passasse mais tempo em casa em vez de ficar o tempo todo naquela droga de firma, talvez ela ainda estivesse viva.” (P.318)

 

É difícil falar desse livro que mexeu tanto comigo. Com certeza me marcou. Quando acabei, não consegui aceitar o fato do livro ter terminado da forma que acabou. Eu só… Chorei. Não consegui me despedir da história.

 

“Você era uma pessoa única. Ele via em você o que eu sempre vi, e eu preciso disso agora.

Estar com gente que saiba que o mundo é um lugar mais triste sem você.” (P.336)Kimberly McCreight_Reconstruindo Amelia

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