A Lista do Nunca – Koethi Zan

Livro: A Lista do Nunca
Autora: Koethi Zan
Páginas: 270
Editora: Paralela
Nota: 3,5
Status: Lido

Sinopse:
Depois de um acidente de carro que sofreram quando ainda tinham dez anos, Sarah e Jennifer, amigas inseparáveis, passaram anos escrevendo o que chamaram de Lista do Nunca: uma lista de ações e atitudes que deveriam ser evitadas, a qualquer custo, para que se mantivessem sãs e salvas. Numa noite, no entanto, ao entrarem em um
Táxi, o destino das duas garotas as levou a um lugar que certamente não considerariam nem um pouco seguro. Sequestradas por um homem frio e adepto do sadismo, elas ficam acorrentadas em um porão com mais duas garotas por três anos. Dez anos depois de conseguir fugir, Sarah ainda tenta levar uma vida normal. Seu contato com pessoas se limita ao porteiro que diariamente entrega o que ela precisa para sobreviver e à sua psicóloga, que tenta ajudá-la a enfrentar cada novo dia. Seu
sequestrador, porém, está prestes a conseguir uma condicional e, mais do que preparar um belo discurso de vítima, Sarah sente que este é o momento de agir. Para isso, vai enfrentar seus terríveis traumas em busca de uma história que nunca foi revelada.

Koethi Zan - A Lista do Nunca

Não li a sinopse, simplesmente comecei a ler as primeiras páginas, sem saber o que me esperava. Quando descobri que se tratava de sequestro humano e posteriormente mais do que isso, fiquei chocada pois não era do tipo de leitura esperada por mim. Nem sempre consigo suportar discrições de tortura tanto física quanto psicológica em grande excesso, o que achei que seria o caso desse livro.
De início achei a leitura impactante, envolvente, o modo com que Sarah narra partes do que aconteceu na casa do horror sem dar muitos detalhes, alternando com algumas lembranças de infância, adolescência e seu presente, atormentada pelo que aconteceu me prendeu.
O modo com que ela enfrenta seus medos para ir à busca do desaparecimento de sua melhor amiga, Jeniffer, pois sente que se ela fizer isso poderá viver em paz, ou ao menos tentar, é envolvente. A forma como ela se preocupa com sua considerada irmã me comoveu.
Com a ajuda primeiramente de Tracy e posteriormente de Christine, duas meninas que foram presas junto de Sarah no porão, descobrem que o que vivenciaram não é um sequestro qualquer para satisfazer as vontades de um louco cientista com uma mente totalmente encarnação do mal real, mas sim uma tortura física e mental que muitas outras pessoas estavam envolvidas. Se trata de escravas não só sexualmente, mas de qualquer tipo de tortura física ou psicológica.
Apesar do tema pesado, o livro não narra muitos detalhes sobre o que aconteceu com as garotas que ficaram no cativeiro nem sobre o sequestro de garotas para serem vendidas e escravizadas, tornando assim, aberto para que o leitor muitas vezes deduza o que aconteceu.
Mas, se não tem uma grande quantidade de detalhes da tortura, há bastante descrição sobre o que a tortura física e mental provocou nas meninas deixando uma marca profunda que já mais será esquecida.
A história é boa, mas achei que o fim foi corrido, o que não me agradou muito, apesar disso, recomendo a leitura.

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